Na manhã desta terça-feira (17/3), o SINPAF entregará à Embrapa um documento cobrando providências para a prevenção e proteção dos trabalhadores e trabalhadoras contra a pandemia do Coronavírus. Leia o teor da carta.

Considerando a classificação da situação mundial do novo coronavírus (COVID-19) como pandemia, observados os termos da Portaria do Ministério da Saúde (MS) nº 356, de 11 de março de 2020, e da Organização Mundial de Saúde – OMS, a Diretoria Nacional do SINPAF solicita à Embrapa que possibilite o trabalho remoto para empregados e empregadas, estagiários e estagiárias e jovens aprendizes.

Para aqueles que suas atribuições não possam ser executadas remotamente, solicitamos que tenham sua frequência abonada pelos próximos 14 dias (com posterior reavaliação, conforme orientação do MS), desde que atendam uma das seguintes condições:

a) portadores de doenças crônicas (pré-existentes), incluindo diabetes;
b) gestantes e lactantes;
c) pessoas com idade a partir de 60 (sessenta) anos;
d) empregados que comprovadamente tenham filhos em idade escolar, que não tenham com quem deixá-los em casa e que estejam cursando até o ensino fundamentaI;
e) todos que retornem ou tenham retornado de viagem internacional nos últimos 15 dias.
Com o mesmo objetivo de prevenção à saúde dos trabalhadores, o SINPAF requer, ainda, que a Embrapa conceda autonomia àquelas Unidades da empresa que estejam localizadas nos Estados em que seus governos tenham decretado medidas de contenção da proliferação do vírus: tais como, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, para que possam inclusive, fechar essas Unidades como forma de resguardar a saúde, não só de seus empregados e empregadas, como também de toda a sociedade brasileira.

Para os demais empregados e empregadas, a critério e responsabilidade do gestor, visando diminuir o fluxo e deslocamento de pessoas, pedimos o revezamento presencial.

Importante, ainda, conclamar o bom senso da empresa para que entenda que esses são casos de DISPENSA e não de utilização de banco de horas ou ainda PCE, uma vez que não se trata de conveniência ou comodismo dos empregados e empregadas, e sim de situação de risco que requer medidas preventivas e conscientes.

Por fim, pedimos a participação de um representante do SINPAF e sugerimos um indicado da CASEMBRAPA no Comitê de Monitoramento e Prevenção instaurado pela Embrapa. É necessário também que a Embrapa reavalie o perfil dos profissionais que compõem o Comitê, priorizando a indicação de pessoal que possua conhecimento técnico especifíco.

Uma empresa forte é aquela que respeita e protege seus trabalhadores e trabalhadoras!