Presidente do SINPAF, Marcus Vinicius Sidoruk Vidal, recorda que o Brasil está na lista dos 10 países mais desiguais do mundo e que a pandemia do coronavírus escancarou ainda mais a necessidade de medidas que busquem justiça tributária e social. Abaixo assinado está disponível no link
https://www.change.org/p/taxar-fortunas-para-salvar-vidas?recruiter=1062631604

Veja a seguir a matéria do Sinpaf Nacional:

SINPAF pede aos trabalhadores que assinem o abaixo-assinado da campanha “Taxar Fortunas para Salvar Vidas”

Foi lançada hoje, dia 13 de abril, pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, a Campanha “Taxar Fortunas Para Salvar Vidas” com o objetivo de diminuir a desigualdade social, tão latente e evidente em nosso país.

A campanha, que é apoiada também pela Diretoria Nacional do SINPAF, está sendo realizada por meio de abaixo-assinado lançado pela taxação de grandes fortunas porque o Brasil integra a deprimente lista dos 10 países com mais desigualdade social do mundo e a pandemia do coronavírus mostrou o quanto é necessário buscar medidas que tragam justiça tributária.

“A enorme desigualdade social, resultado da injusta carga tributária no Brasil nos trouxe ao patamar que hoje estamos. É urgente que se implemente medidas de taxação no andar de cima para que caminhemos em direção a Justiça Tributária. Os acumuladores de riqueza, os banqueiros, os especuladores do mercado financeiro, os milionários são os que menos pagam impostos hoje no Brasil e são os que mais reclamam do Estado ser grande demais. Precisamos taxar quem ganha mais e diminuir de quem ganha menos, dos mais pobres”, diz o texto de apresentação da campanha.

Para o presidente do SINPAF, Marcus Vinicius Sidoruk Vidal, “o Brasil está na lista dos 10 países mais desiguais do mundo e a pandemia do coronavírus escancarou ainda mais a necessidade de medidas que busquem justiça tributária e social. O Estado tem capacidade arrecadatória e redistributiva e deve agir urgentemente garantindo transferência de renda para salvar as vidas de quem mais precisa”.

Vale ressaltar que a Constituição Federal prevê o Imposto sobre Grandes Fortunas – IGF há 31 anos, porém o imposto nunca foi regulamentado. Países como Espanha, Suíça, Noruega e Bélgica já adotaram a taxação que visa melhorar a vida de pessoas em condições desfavoráveis.

Assim como já existe em outros países taxar quem pode mais é necessário para proteger quem pode menos, como as pessoas sem renda, trabalhadores informais e a classe média.

Sistema tributário regressivo

Conforme divulgado pelo site Brasil de Fato, o economista Pedro Humberto Carvalho, especialista em tributação e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), explica que um modelo possível para o Brasil seria instituir um imposto para o contribuinte que tem fortuna declarada superior a R$ 10 milhões. A tributação seria feita com alíquotas que variem de 0,5% a 3%, o que geraria uma arrecadação de R$ 40 bilhões provenientes de 70 mil contribuintes. O montante equivaleria a 0,5% do Produto Interno Brasileiro (PIB).

“Carvalho afirma que esse tipo de imposto mitigaria o efeito regressivo do sistema tributário do país. “É uma alternativa para se chegar à tributação dos brasileiros que realmente não pagam imposto de renda, porque ele cai abruptamente quando chega no 0,5% mais rico da população. Essa classe de contribuintes tem boa parte da sua renda isenta de imposto por causa da isenção sobre lucros e dividendos”.

Como participar da Campanha

O primeiro passo para quem quer participar é assinar o abaixo-assinado em www.change.org.

O segundo é reforçar a campanha com a divulgação do link para os seus contatos. Paute com seus amigos, em grupos do WhatsApp a urgência do tema. É muito importante postar em sites das redes sociais e dialogar com mais pessoas sobre a proposta da Campanha.

Acesse aos materiais e compartilhe a Campanha Taxar Fortunas Para Salvar Vidas: https://rebrand.ly/nuvemtaxarfortunas