A Embrapa passa pelo seu momento mais difícil após 45 anos de existência, não somente por estar sob o comando de um governo que chegou ao poder por meio de um golpe que fere a democracia, mas também pelo fato de sua Diretoria Executiva, sob o comando do Sr. Maurício Antônio Lopes, a despeito de um discurso “modernizador”, fazer justamente o contrário ao comprometer-se com o projeto de desmonte do Estado brasileiro, aplicando o pouco que nos restou de investimento em pesquisa para o fomento do agronegócio, em detrimento da função social da empresa.

A burocratização, o autoritarismo e a falta de transparência deixam a empresa em situação de vulnerabilidade para assumir os seus compromissos com a sociedade e com os seus trabalhadores, que amargam durante a “Era Maurício”, por sua intransigência, uma série de perdas de conquistas históricas nos acordos coletivos, a exemplo da folga de pagamento, limitação financeira do transporte, insalubridade, café da manhã, liberação para atividades sindicais e para os encontros de qualidade de vida, participação nas decisões referentes ao plano de saúde da categoria. Também, nas cláusulas econômicas dos acordos coletivos de trabalho, estamos amargando perdas significativas com propostas indecentes apresentadas na mesa de negociação pela empresa.

Como se não bastassem os retrocessos de direitos, a Embrapa vem aplicando um processo desumano de reestruturação organizacional, que somado a critérios subjetivos nas avaliações de desempenho dos empregados, provoca um clima organizacional nocivo ao bem-estar dos trabalhadores(as), institucionalizando, assim, o assédio moral no âmbito da empresa.

A Embrapa que queremos diverge desse modelo que está sendo implantado para atender os interesses das grandes corporações. As demandas para fins de pesquisa e desenvolvimento agropecuário devem atender, em caráter externo, a uma agenda social e econômica voltada para a realidade brasileira e a maioria do seu povo, e, em caráter interno, dar condições aos seus trabalhadores para atender tal demanda. Afinal, o que existe de excelência no balanço social da Embrapa é fruto de todo um esforço dos seus trabalhadores(as).

Diante de tal quadro caótico, não há mais possibilidade de aceitarmos que uma empresa de referência internacional como a Embrapa tenha uma direção que crie caminhos que mais à frente serão prejudiciais não somente aos seus trabalhadores(as), mas também que ameacem o papel estratégico de garantir a segurança alimentar e nutricional da sociedade. Por isso, lançamos a CAMPANHA “FORA, MAURÍCIO LOPES, JÁ!