Por questões de saúde pública, mobilizações deste 18M serão virtuais

Diante do cenário no país, em relação ao avanço dos casos de infecção pelo coronavírus, centrais sindicais decidiram suspender os atos previstos para esta quarta-feira, 18 de março. Mesma decisão foi tomada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), movimentos sociais, as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo e demais entidades que aderiram ao Dia Nacional de Lutas, Protestos e Paralisações – em defesa dos serviços públicos, empregos, direitos e democracia. Da mesma forma, o Sinpaf Nacional também cancelou a realização das assembleias previstas para o dia 18, conforme nota divulgada no início da semana (veja aqui a nota da Diretoria Nacional do Sinpaf).

No entanto, a mobilização em torno dessa defesa continua e nós precisamos apoiar e intensificar a pressão.

Fechamento, fusão e enxugamento de unidades, venda de áreas experimentais, corte de direitos, diminuição de recursos para a pesquisa, demissão de empregadas(os) e a desvalorização das(os) profissionais que  constroem a Embrapa, a maior empresa de pesquisa agropecuária do país são bons motivos para participar da mobilização nacional dia 18 de março.

O Dia Nacional de Lutas, Protestos e Paralisações, que tem como lema a defesa dos serviços públicos, empregos, direitos e democracia, inicialmente, foi a data marcada para a greve da Educação, área que vem sofrendo ataques severos por parte do governo federal. Defender a Educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada é um dever de todas(os) nós.

Como se já não fosse bastante o grave cenário de cortes no orçamento, perseguições de docentes e ameaças à autonomia universitária, entre outros, sugestões e insinuações com referências ao AI-5, ataques ao Congresso e ao STF que colocam em risco a democracia brasileira passaram a fazer parte do vocabulário do governo federal.

Motivos para protestar não nos faltam. Ataques à democracia, medidas que visivelmente prejudicam as(os) trabalhadoras(es), reforma administrativa, que na verdade é um desmonte dos serviços públicos. A Emenda Constitucional 95 precisa, com urgência, ser derrubada. Precisamos defender fortemente o SUS. Precisamos defender as empresas públicas. Precisamos defender a Educação. Precisamos defender a Embrapa Pública e democrática. Precisamos defender a democracia.

Não é pouco.

Seção Sindical Campinas e Jaguariúna do Sinpaf em defesa dos serviços públicos, empregos, direitos e democracia