Apesar da fala desastrosa do presidente, cuidados precisam ser redobrados e mantidos

O verdadeiro espetáculo de horrores comandado pelo presidente da República e sua equipe econômica deixa mais evidente, a cada dia, a irresponsabilidade e a desumanidade desse desgoverno. Além de editar uma Medida Provisória que claramente prejudica as(os) trabalhadoras(es),  a MP nº 197/2020, como uma das ações de enfrentamento à crise, o governo quer o corte de 25% do salário dos servidores públicos federais. Todo o ônus fica para a classe trabalhadora. Ao mesmo tempo em que se exige esse “esforço” da população, Bolsonaro ainda faz um verdadeiro desserviço à nação ao fazer um pronunciamento minimizando a pandemia e pedindo para as pessoas retomarem a vida normalmente.

A MP nº 197/2020 ganhou o nome de MP da Morte e não foi à toa. Além de permitir que empresas demitam trabalhadoras(es) que tenham contraído coronavírus, a MP, conforme artigo da LBS Advogados, “frustra expectativas, uma vez mais. Além de totalmente insuficiente para o tamanho e a complexidade do que estamos todos atravessando, dá alternativas apenas aos empregadores. E joga o peso do resultado das escolhas nos ombros dos trabalhadores e trabalhadoras. E não protege os precarizados, como aqueles que trabalham em aplicativos, os autônomos e os trabalhadores informais”.

Sem apoio no Congresso e perdendo aliados, o presidente insiste em atender aos anseios do “mercado”. Continua a ironizar a pandemia e seus efeitos, além de propagar inverdades, como a noção de que atletas estariam imunes, sem falar no profundo desrespeito pelas pessoas que se enquadram no grupo de risco.

 Uma verdadeira barbaridade. Precisamos, sim, manter todo o esforço para respeitarmos a quarentena proposta pelas autoridades sanitárias. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça a necessidade e importância do isolamento social.

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