Quase 100 mil mortes por covid-19 no Brasil

Governo continua a não dar respostas para enfrentar a pandemia e centrais sindicais promovem mobilizações nesta sexta-feira, 7 

Painel Conass covid-19, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, divulgou no final de ontem, quarta-feira, 5, os dados da pandemia no País: 97.288 óbitos, sendo 1.469 no período de 24 horas, entre às 16 horas do dia 4 e às 16 horas do dia 5, e 2.858.872 de casos confirmados, sendo 56.951 novos casos em 24 horas. Infelizmente, o governo federal continua a manter uma postura negacionista. Sem reconhecer a gravidade da situação, não há nenhuma estratégia de enfrentamento e a população sofre as consequências. Exemplos são inúmeros, como é o caso do recente veto do presidente ao projeto de lei que previa o pagamento de uma indenização às(aos) profissionais de saúde que adquiram alguma incapacidade em decorrência da contaminação e aos familiares, em caso de falecimento da(o) profissional.

O cenário é desastroso e as centrais sindicais divulgaram uma nota, no dia 27, na qual definem o 7 de agosto como o Dia Nacional em Defesa da Vida e dos Empregos. “Além de ter contribuído para a perda de milhares de vidas, o descaso e descontrole com os quais o governo tratou a pandemia lançaram o Brasil na maior crise econômica e social de toda a sua história, com a extinção em massa de empregos e de empresas“, afirmam na nota.

A mobilização tem como bandeiras:

   * Repudiar a iniciativa de prefeitas(os) e governadoras(es) que já planejam e até fixaram data para retorno presencial das(os) alunas(os) às aulas. Atitude que os iguala ao genocida Bolsonaro.

   *Exigir das autoridades os equipamentos de proteção individual e coletivo para as(os) trabalhadoras(es) das categorias essenciais, em especial da área de saúde.

   *Reafirmar a pauta emergencial de apoio aos setores mais vulneráveis na crise:
a) manutenção do auxílio emergencial de R$ 600,00, no mínimo, até 31 de dezembro de 2020;

b) ampliação das parcelas do seguro desemprego;

c) liberação de crédito para as micro e pequenas empresas;

d) fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde);

e) derrubada pelo Congresso Nacional dos vetos do presidente da República que impedem a garantia dos direitos conquistados pelas(os) trabalhadoras(es) e seus sindicatos, por meio da ultratividade, dos acordos e convenções coletivas de trabalho.


Campinas
Em reunião virtual realizada na tarde de quarta-feira, 5, foi decidida a realização de um ato, às 17h30, no Largo do Rosário, no Centro de Campinas. A orientação é que as pessoas evitem aglomerações, usem máscaras e álcool gel e sigam todo o protocolo de segurança.

A adesão também pode ser virtual, com o ativismo digital nas redes sociais, bem como a instalação de bandeiras pretas em janelas.

Acesse aqui a edição 104, na íntegra, do Curupira Expresso.