Covid-19

Pandemia continua a crescer. Brasil registra 1.664 mil mortes em 24 horas

Não é possível ficar indiferente à pior emergência global declarada pela OMS

De acordo com o Painel Conass Covid-19, do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde, até às 18 horas de ontem, quarta-feira, 29 de julho, o Brasil registrou 2.553.265 de casos de infecção pelo novo coronavírus e 90.134 mortes em decorrência da Covid-19. No prazo de 24 horas (entre às 16 horas do dia 28 e às 16 horas do dia 29), foram registrados 72.377 novos casos e 1.664 óbitos. O estado de São Paulo concentra a maior quantidade de casos (514.197) e de óbitos (22.389). O Conass faz o acompanhamento diário (acompanhe aqui).

Na segunda-feira, 27, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, abriu a conferência de imprensa lembrando que há seis meses, completados nesta semana, a Organização declarou a Covid-19 como uma emergência sanitária de interesse internacional. A declaração foi feita no dia 30 de janeiro e hoje é considerada pelo diretor-geral como a mais grave, até o momento, dentre as seis que foram declaradas. Pelos dados apresentados, eram mais de 16 milhões de pessoas infectadas no mundo e mais de 640 mil mortes registradas. Tedros Adhanom Ghebreyesus destacou que nas últimas seis semanas, o número de casos dobrou.

O alerta do diretor-geral da OMS foi para que as medidas para salvar vidas continuem. Além de identificar, isolar, testar e tratar os casos, bem como rastrear e fazer a quarentena das pessoas que tiveram contato, manter o distanciamento social, higienização das mãos, evitar aglomerações e locais fechados e usar máscaras sempre que recomendado. Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que o enfrentamento à pandemia exige liderança política, informação e engajamento e que países nos quais foram adotadas as medidas de proteção e enfrentamento conseguiram registrar diminuição dos casos.

Infelizmente, no Brasil, a ausência de uma política de combate e enfrentamento por parte dos governantes resulta na alarmante segunda posição no terrível ranking mundial (veja aqui). Não temos a testagem em massa, a subnotificação é uma realidade e a postura política vem sendo a de promover o retorno.

Governantes promovem reabertura do comércio e pressionam para escolas retomarem aulas presenciais, empresas convocam trabalhadoras(es) para retornarem aos postos de trabalho como se a situação estivesse sob controle. Não é possível manter a indiferença diante dos números da pandemia. É a vida que está em risco e, principalmente a dos mais vulneráveis. Em sua fala desta segunda-feira, o diretor-geral da OMS destacou que é necessário ter determinação e vontade de fazer sacrifícios para que fiquemos seguros e protejamos ao outro.

Por isso, os gestores da Embrapa precisam ter a responsabilidade e o dever cívico de, sempre que possível, ampliar as medidas de proteção da saúde e da vida das(os) trabalhadoras(es) seguindo o princípio da precaução, pois o momento é grave e exige essa postura.

A vida é mais importante!